Quando a pandemia de gripe suína veio à tona, a mais repetida frase em manchetes recorrentes era "Novo vírus da gripe" e "nova doença".
Para mim - e muitos - não foi nenhuma novidade, em 2004, quatro anos antes do primeiro caso de gripe suína pipocar na mídia, muitas pessoas ficaram horrorizadas com a notícia de que o vírus com da gripe espanhola (que matou 50 milhões de pessoas) o H1N1 havia sido ressuscitado em um laboratório inoculado em porcos, furões e macacos.
Segue matéria de 2004 sobre o assunto no G1:Cientistas ressucitaram vírus da gripe espanhola para estudar sua letalidade- "Separando fragmentos do vírus, eles recriaram meticulosamente os oito genes do H1N1, trazendo de volta à vida um assassino visto pela última vez há três gerações".
Eis que hoje, no meu RSS do IG ultimo segundo, recebo novamente a notícia de que estão alterando o vírus da gripe para ver o quão mortal ele pode se tornar.
Segue matéria de 2011, que acabei de receber do IG: Revistas científicas avaliam publicar estudo sobre vírus mortal - "Este vírus teria, pela primeira vez, a capacidade potencial de ser de fácil contágio entre mamíferos e, por fim, entre humanos".
O vírus em questão na notícia do IG trata-se de uma mutação induzida em laboratório do vírus da Gripe Aviária H5N1, que mata 6 em cada 10 infectados, porém tem (ou tinha) baixo contágio entre as pessoas.
O interessante aqui neste artigo é que o laboratório que possui a patente da cepa do H1N1 é justamente o que possui a patente da vacina vendida pelo mundo, e por acaso é o mesmo que recriou o vírus da gripe espanhola H1N1 em 2004.
Reflitam.
Caso um novo surto de gripe aviária, ou quem sabe uma pandemia venha a surgir por aí, ao menos tente se lembrar dessa notícia, sem doença não se vende remédio; e sem pânico, os governos não gastam bilhões.
Por falar em gripe suína, depois de vendida a ultima dose da vacina ela simplesmente sumiu da mídia, estranho né?
