Encontrei este texto no blog do Alfredo Rebello, escrito por Orlando Castor, compartilho-o agora com vocês.
Quem escreve isso não é um simples ignorante, mas alguém que estuda há mais de vinte anos, formado em jornalismo, atualmente estudante de história, com um currículo comprovado de mais de 50 mil páginas de livros lidos. Portanto, não uso antolhos como cavalos e jumentinhos que são guiados num cabresto. Tenho conhecimento de causa, também, por ter trabalhado com jornalismo desde 2003.
Quem pesquisa no TCU, o Tribunal de Contas da União, vai reparar bem que os maiores índices de corrupção, superfaturamentos, desvios de verbas, obras paradas, contratos duvidosos, são dos partidos que hoje promovem o denuncismo e chama quem está no poder de “quadrilha”: o Democratas (ex-PFL) e o PSDB. Ou seja, de acordo com o TCU quem é quadrilha mesmo? E não adianta dizer que são dados acobertados; eles são longos, desde o início dos anos 90 até atualmente.O partido dos tucanos é o mesmo que ao longo dos seus oito anos promoveu um verdadeiro desmonte do bem-estar social brasileiro: privatizações, quebras de estatais, desvalorização do servidor federal. O mesmo partido cujo presidente se aposentou aos 37 anos, mas disse que aposentados eram vagabundos. O mesmo partido que fez nosso dólar chegar aos R$ 4 em 2002. O mesmo partido que tentou negociar a Petrobras e os Correios, depois de ter vendido a preço de bananas tesouros nacionais: a CSN e a Vale. Quadrilha é isso. Quem assalta as empresas públicas e as vende a um preço irrisório.
Agora “quadrilha” para esse grupo de pessoas é termos como presidente uma mulher que foi torturada e presa pela pior ditadura militar promovida na América Latina, um tempo que as pessoas procuravam a liberdade que temos hoje os nossos filhos e netos. “Quadrilha” é quem divide uma ajuda, ainda que irrisória, a famílias paupérrimas e se transformou no maior programa de transferência de renda do mundo, ganhando destaques da Onu. “Quadrilha” para essa gente são pessoas que fizeram o Brasil ser respeitado lá fora e não abaixar mais a cabeça para países desenvolvidos; foi assim que a Europa informou que a solução para o mundo é a união da China, do Brasil, da Rússia e da Índia.
Nesse meio tempo, a “quadrilha” fez o analfabetismo cair dos 14% para os 9%; fez 20 milhões subirem à classe média; aumentou o consumo de produtos eletroeletrônicos, coisa que nunca aconteceu; fez o salário mínimo passar dos 40 dólares para os 250 dólares; fez o desemprego chegar ao menor patamar desde os anos de 1950; fez uma revolução historiográfica ao liberar os documentos, antes secretos, sobre guerras e processos da ditadura, antes indizíveis; essa “quadrilha” fez a Petrobras se tornar uma das maiores do mundo, o país se tornar a sexta maior economia do mundo, passar quase imune a três crises internacionais.
E o grupo do denuncismo? Os moralistas? Bem, esse grupo é formado por indivíduos que defendem tortura, pedem a volta da ditadura, desrespeitam os direitos individuais, falam que os ossos dos desaparecidos da ditadura deveriam ser dados aos cachorros, num ato de deboche e de falta de respeito à memória dos familiares que sofrem há décadas. São as mesmas pessoas que um dia afogaram mendigos cariocas durante um grande evento internacional no Rio de Janeiro, nos anos 90.
Sei muito bem que muito ainda deve ser feito! Sei muito bem que há inúmeros problemas! No entanto, penso que a balança é muito positiva. Não há déficit, mas sim superávit. Os pontos positivos que o Brasil vem acumulando ao longo dessa história recente são enormes, sendo a tentativa de consertar erros que perduraram por tantas décadas enquanto a aristocracia brindava a tragédia e a mazela dos nossos pobres.
É momento de a sociedade dar as mãos. Quem critica, para mim, ou tem inveja porque o seu grupo não fez a quinta parte do que é bom; ou então tem medo de perder o seu status risível com a ascensão de uma nova classe, mais operária. A “quadrilha” tem um saldo positivo, e os moralistas não podem mudar isso, já entrou na história.
Com afetos, um brasileiro.
Orlando Castor."

