segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mania de Sucralose, o adoçante seguro que já foi um pesticida

Nenhuma erva daninha, nem ao menos uma formiguinha.

Recentemente muitos amigos tornaram-se adeptos da Sucralose® em substituição do açúcar convencional, a Sucralose por ser derivado da cana de açúcar tem tomado um grande espaço no mercado, e sua utilização nas indústrias (como edulcorante seguro) e na mesa (como adoçante gotas ou em pó) me chamou atenção para ler um pouco à respeito da onda do "adoçante que não faz mal".

De fato, entre os edulcorantes, a Sucralose em doses corretas é o que menos afeta o organismo,porém é importante saber do que se trata e quanto se pode utilizar. Passei esses dias lendo artigos em diversas fontes e cadernos científicos, estudos americanos e ingleses, opiniões de cientistas com artigos publicados entre outros.

É bacana conhecer como a Sucralose foi descoberta. Li que a história não é negada pela Tate & Lyle (dona da patente). A Sucralose ainda sem esse nome foi desenvolvida entre 1965 e 1968 por um estudante (químico) Indiano que residia em Londres para utilização como um pesticida seguro para cultivo de canaviais. O veneno era um derivado de Açúcar com adição de Cloro. O composto atraía e eliminava as pragas que assim não atacavam a cana. Diferente de outro pesticidas ele não evaporava, não perdia suas propriedades solvido em água, e suportava intervalos de temperaturas superiores à maioria dos outros, agia por meses, era barato e poderia ser fabricado em grande quantidade.
O pesticida foi apresentado à maior refinaria particular de açúcar do mundo a "Tate & Lyle Specialty Sweeteners"; conta a empresa que acidentalmente um funcionário pensando se tratar de um novo produto para consumo provou o composto e ficou impressionado com a doçura e sabor deste. Ao invés de patentiar como pesticida, o composto por 10 anos foi "apropriado" para consumo e finalmente submetido para aprovação como alimento edulcorante em 1976.

A fórmula da Sucralose® é praticamente idêntica a do açúcar, substitui-se um Oxigênio-Hidrogênio por um Cloro: e pronto, você tem um edulcorante 600 vezes mais doce. Aposto que você pensava que Cloro só servia para limpar a piscina e o piso do banheiro =)

(Fóruma retirada de material distribuído pelo representante no Brasil)

Agora que sabemos do que se trata... quanto podemos consumir por dia?


Na década de 90 a Sucralose pegou onda no Aspartame e a sociedade questionou sua segurança, o JECFA (comitê especializado em aditivos alimentares do FDA) realizou uma bateria de estudos à fim de dirimir dúvidas da sociedade, e regulou a utilização máxima diária segura para 15 mg/Kg de peso corpóreo; o que representa um sachê de 800mg para um adulto de 53 quilos por dia, ou dois sachês se você esta de dieta tentando reduzir os 106 quilinhos antes do verão.



Um pra ela, dois para você
Essa dosagem é realmente segura: o nosso organismo, ao se deparar com uma pequena quantidade desse edulcorante, simplesmente o ignora, imaginando ser alguma "coisa" que veio junto do café, o organismo ao invés de processar como alimento/nutriente, simplesmente joga para o intestino e você pode se livrar dele defecando docinho numa linda manhã de sol.

Já em quantidades maiores, o organismo se sente intoxicado, e tenta combater o edulcorante, processando-o ao invés do passe-livre habitual... Já que o composto é super-resistente é um trabalho e tanto, durante o processo você pode sentir pressão alta, dor nos olhos, pernas inchadas etc; beba bastante água até seu corpo terminar a desintoxicação que tudo voltará em breve ao normal.