Acompanho a política aqui da cidade de perto
Vi em 2009 o Cláudio Mello à beira do rompimento com o Prefeito, fato que não ocorreu pois tinha diversos projetos ainda não executados com garantia de pagamento via verbas parlamentares e repasses da União, entre eles o Pronasci, o gabinete de gestão integrada, videomonitoramento, justiça comunitária, Lona Cultural e Telecentros.
em meados de 2010, foi aberto que os projetos estavam sendo utilizados como refém para o cerceamento em plenário, praticamente um "ou você se segura, ou a população perde"
Graças ao Empenho de dois funcionários - em especial - locados na Secretaria de Segurança, foi realizada uma pressão por meio dos ministérios da justiça e secretaria nacional de segurança para a aplicação dos programas pelo governo municipal. Consegui-se implementar em Teresópolis o ponto de Justiça comunitária no Meudon, e o Telecentro na própria guarda municipal (seriam 4 telecentros e 2 justiças comunitárias caso a prefeitura LIBERASSE os espaços, tudo pago pelo governo federal) para não haver boicote às instalações, o Cláudio abriu mão do bônus politico e não iria às inaugurações.
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| Conheça o pronasci |
Mesmo a prefeitura possuindo o Pronasci como refém, Cláudio virou o tabuleiro e resolveu encarar a situação, já tinha votado antes contra projetos ruins do executivo e sofrido retaliações: como não possuía nenhuma indicação no governo, a prefeitura "aparentemente" caçou amigos e conhecidos do Cláudio (a exemplo uma pessoa amiga que estava na prefeitura desde 2006) e começou a exonerá-los não só por retaliação mas também pelo medo de vazamentos de informações.
Em 2010 (novembro) Cláudio encabeçou uma reviravolta dentro do partido (PT) para recuperar a administração da cidade. Dentro da executiva - à pesar da insatisfação geral - a mesma não comprou a briga e apenas redigiu uma carta de desagravo ao prefeito, em tom de "toque" dizendo que as atitudes do prefeito não condiziam com as de um filiado do PT e estavam em desacordo com o programa de campanha, a carta foi votada como pública, mas nunca foi publicada, imagina-se porquê.

Ainda em 2010, percebendo o crescimento da oposição dentro do Partido vinda de figuras que sempre fizeram oposição, agora reforçadas pelo Cláudio, a prefeitura fez um acordo para eleger a mesa diretora da Câmara em troca do expurgo político do Cláudio Mello dentro da câmara municipal, à exemplo do que foi feito com o Bira no passado.
Com a tragédia das chuvas em janeiro, Cláudio tomou posição de fiscalização incisiva e vigilante, o que culminou em representações ao MP por desperdício e possível mal emprego de verbas de reconstrução pós catástrofe, juntou-se à ele nesse momento o Deputado Nilton Salomão, que daria reforço político já que o vereador estava sendo atacado por três lados: câmara, prefeitura e imprensa que temia o ganho de capital político e eleitoral por parte do Edil advindos da notoriedade de suas ações - naquele momento - estrategicamente, todos os chamavam de oportunistas.
Em março de 2011, enquanto a Prefeitura e a Câmara de vereadores estavam atacando Cláudio Mello, juntou-se à eles o Próprio PT, que em carta redigida dentro do gabinete do Prefeito - isso dito em plenária do PT, depois negado - reprovava as ações do vereador e do deputado, acusando-os também de traição e oportunismo, essa carta no dia seguinte estava em todos os jornais e rádios, porém até o momento não se sabe quem pagou as publicações: a tesouraria do PT diz não ter arcado com os custos, o que seria o correto se fosse um documento "oficial" do partido; após a publicação, ao menos quatro dos que assinaram a carta disseram não ter conhecimento nem consentimento da mesma até ver nos jornais. De fato nunca ouve leitura e votação para a liberação da carta dentro do PT.
Com a executiva na mão do Prefeito (quatro secretários e diversos cargos de confiança) a única solução era apelar ao regimento interno do partido. No regimento (que é enorme) descobriu-se que a executiva não pode ter ao mesmo tempo cargo de confiança no governo, Abriu-se então uma representação contra essa executiva ilegal, que foi aceita; e da estadual veio a ordem de que a executiva fosse trocada imediatamente.
Com a nova executiva (mesmo indicada por quem saiu) rompeu-se o vínculo patrão-empregado (descarada), possibilitando maior autonomia nas decisões da executiva, e novos horizontes para as decisões do partido.
A primeira decisão da nova executiva era a de aceitar ou não o pedido de instauração de comissão de ética contra o Prefeito, novamente membros da comissão de ética também possuíam cargos na prefeitura e tiveram de ser trocados pelos suplentes dos mesmos para a boa condução. Após aceita a instauração, e apresentada a defesa do Prefeito, o resultado só sairia em 60 dias.
Nesse meio a direção estadual enviou uma pequena comissão para avaliar o trabalho da comissão de Ética municipal. Suspeita-se, entretanto (com a nomeação de um homônimo de um desses membros em cargo DAS-4) que a prefeitura poderia estar concedendo espaço em troca de apoio da estadual, fato também "estranho" dado que o diretório exigiu que nenhum quadro do PT fosse nomeado até o resultado da comissão de Ética, e... duas semanas depois, o secretário Bilé (PT), foi indicado sabe-se lá por quem e assumiu a secretaria de obras, contrariando a direção da plenária municipal.
Certo de que já tinha a Estadual na mão, o Prefeito sentiu-se à vontade, inclusive falando em TV e jornal que possuía bom relacionamento com a Estadual e Nacional do partido, e que esse problema era apenas intriga do diretório municipal. Até os 45 do 2º tempo, Jorge Mário estava certo de que não seria expulso do partido. Antes da reunião, que seria às 19h o prefeito foi informado de que o diretório municipal foi suficiente forte para conseguir maioria também na estadual, visível pela presença do presidente estadual do partido durante a leitura do parecer da comissão de Ética. Nesse momento, o prefeito percebeu que o barco afundou, e mandou emitir na imprensa a notícia de que estaria deixando por vontade própria o PT de Teresóplis, acusando o PT pelo fracasso da sua administração,
O diretório e a executiva do partido brigam agora pela saída de quadros do PT de outras cidades da prefeitura, em documento oficial, diz: "Os membros do PT de Teresópolis se sentem desrespeitados com a presença de petistas de outros municípios no governo municipal, mesmo após a decisão do rompimento do partido com o governo Jorge Mario"
A Luta apenas começou, mas sem dúvida ao menos um tenho a certeza de que não vai fugir nem se acovardar.
Cláudio não deve ser tratado como herói, ou super homem, não deve ser levantado aos ares pelos braços da população, apenas deve ser observado como homem de luta, e história, entendido como fundamental no processo de resgate político da nossa cidade. Junto com a responsabilidade vem a cobrança, por esse motivo entendo o cerco formado em volta do Cláudio, que é aparentemente o único vereador cobrado na cidade, entendo também que só se cobra de quem pode realmente fazer acontecer.


