quinta-feira, 9 de maio de 2013

Agenda 21 Teresópolis já identificava áreas de risco desde 2009


Apesar do forte volume das chuvas, a tragédia que destruiu cidades da Região Serrana ocorreu, em parte, em áreas de risco - elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Secretaria estadual de Meio Ambiente, com o apoio da Petrobras -; o documento da Agenda 21 já previa e indicava soluções para essas áreas desde 2009.

Um site foi desenvolvido para facilitar o acompanhamento das notícias do Fórum da Agenda 21 de Teresópolis. Os organizadores pretendem com esse espaço, difundir o desenvolvimento sustentável, esse material pode ser acessando no endereço http://agenda21teresopolis.com.br.

Os diagnósticos foram feitos com a ajuda dos próprios moradores, de empresas privadas e da prefeitura. Em Teresópolis, algum bairros do estudo possuem todas as residências em áreas de risco. O documento aponta, por exemplo, a proposta de "alta prioridade" para a retirada e demolição de imóveis construídos em Áreas de Preservação Permanente e em áreas de risco.

A equipe que elaborou o documento apontou como uma das preocupações o "escorregamento de encostas, a falta de fiscalização das construções e a existência de loteamentos clandestinos ou aprovados sem o devido estudo".  Afirma ainda que "a ocupação de encostas na cidade é intensa, com edificações em terrenos de declividade acentuada, e cresce de forma aleatória e desordenada". Pelo mapa, anexado ao documento, é possível identificar as áreas que foram atingidas pelas chuvas de 2011.

O Ministério do Meio Ambiente informou, à imprensa, que ajudou a elaborar a metodologia da Agenda 21. O órgão acrescentou que, após a identificação dos problemas, caberia aos municípios realizar as ações buscando as fontes de financiamento indicadas no próprio documento.

Talvez, dando mais atenção aos técnicos e menos atenção às politicagens, menos vidas teriam sido ceifadas na maior tragédia humana de nossa história.

Coluna - Notícia Pelada, por: Alyxandre Gaudenzi
Fontes: Agenda21Teresópolis e O Globo