sábado, 13 de abril de 2013

O que a inflação de 2012 tem a ver com o preço do tomate? NADA!

Para qualquer pessoa que estudou economia, dimensionar o risco da volta da inflação pelo preço da safra de março do tomate - como tem feito a urubologia midiática -, só faz mesmo sentido para o pessoal que acredita em qualquer lixo de maré baixa que os jornalecos vendem por aí.


Se choveu final de abriu e inicio de março, diminuindo a oferta pelo produto, o aumento se dá pela simples alta demanda do varejo, note que o molho de tomate e o ketchup não tiveram alta de 150% no preço, pois safras ruins fazem parte do negócio, da mesma maneira que super safras. Comparar o aumento do preço do tomate com o IPCA de 2012 faz tanto sentido quanto amarrar os sapatos com cadarço de madeira.

Mês de chuvas fortes podem alterar a programação sazonal dos preços de venda, da mesma maneira que um mês com bom tempo pode gerar uma supersafra que terá seu excedente jogado no lixo - ou seja - sazonalidade não é parâmetro para alarde generalizado de inflação na economia.

Inflação não se dá por chuva, se dá por descrédito no valor da moeda, também pela conhecida especulação de valores que esses jornalecos vivem pregando todo o dia. A maior causa da inflação no mundo são os jornais, se você se assustou, entenda que a inflação não existe no meio físico ela é pluralmente especulativa, quanto mais se diz que ela está presente, mais os preços são negociados com sobrevalor.

Os mais entendidos podem afirmar que não estou levando em consideração os bens substitutos, que seriam o estopim da alarmada inflação; ora pois, não conheço nenhuma pessoa que faça uma pizza com molho de beterraba! Da mesma maneira que existem os bens substitutos, existem os bens complementares, se no mês de abriu muita gente substituir as receitas que levam tomate, é provável que haja diminuição do preço dos outros ingredientes daquela receita; não é mágica, é tão somente a conhecida lei de mercado.

Coluna - Notícia Pelada, por: Alyxandre Gaudenzi