Por: Léo Lince
A ex-senadora Marina Silva, ao lançar o partido pelo qual pretende disputar a presidência da República, repetiu letra por letra a mesma declaração feita por Gilberto Kassab ao anunciar o seu próprio ajuntamento partidário. A mesma localização espacial indefinida em relação aos governos: “nem situação, nem oposição”.
A mesma ideologia da “desideologização”: “o novo partido não será de esquerda, nem de direita, estamos à frente”.
Diante do declarado, torna-se inevitável a dolorosa constatação: começou mal. E em péssima companhia. O movimento ostentava fumos de novidade e reunia condições para ser diferente do que o discurso de lançamento prenuncia. Foi um balde de água fria, principalmente para aqueles que, em face da degradação do nosso atual sistema partidário, nutriam grandes expectativas no surgimento de algo novo. No reverso do esperado, impossível discordar do humorista José Simão, sempre certeiro em suas súmulas: “o partido da Marina é o PSD que não come carne!”. [...]