quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Aprisionados pela ganância, devoramos a nós mesmos

  • Tenho medo dos governos, tenho medo dos políticos, tenho medo do sistema financeiro e também temo o dinheiro. Tenho medo da rotina e da preguiça também.
    É através da crença que cresce meu medo, acreditam nos governos que estão para representar sua própria vontade e daqueles que os mantém; somos governados, controlados, induzidos; de forma alguma representados.
    Aprisionados pela ganância, consumistas e predadores, devoramos a nós mesmos; não temos organização, somos uma espécie dividida, justificando as ações que nos levam a entrarmos em conflitos.
    Somos escravos, aprisionados através do engodo que nos faz todos os dias enfrentarmos tarefas desgastantes que nunca farão do mundo um lugar próspero para todos, nos fizeram acreditar através de artifícios semânticos visuais que ainda precisamos viver em uma sociedade baseada no escambo, foi assim que justificaram as grandes e pequenas guerras, se é que podemos classificar assim, guerras são guerras, assim é até os dias atuais.
    Amarrados estamos, nos noticiários falam sobre a crise financeira, que é global, apenas não sentimos seu efeito direto, ainda; não é como dizem, a essência não é o desemprego e sim a perda do poder aquisitivo, enquanto mantivermos nossas economias nos bancos manter se a uma estabilização artificial; redução de IPI são estratégias para manter emprego nas montadoras e o trabalhador não precisar mexer em suas economias, é apenas um retardo do que está prestes a acontecer, estão pondo em prática mais uma fase do plano traçado desde a revolução industrial, usando o chamado “uso legitimo da força”, que é um absurdo, combatemos a própria espécie; desapropriando casas daqueles que mal tem o que comer; tudo isso, por que não enxergamos que o dinheiro não tem qualquer valor, ele apenas escraviza, não precisamos dele, não precisamos da rotina de nossos trabalhos, precisamos é trabalharmos juntos, usarmos a tecnologia para nos libertar.
    Dominamos a química, a física, a engenharia, a computação, a robótica; temos recursos materiais e intelectuais e ainda nos fadamos a nos deixar sob o controle de poucos que só enxergam poder. Paremos um pouco para pensar como o dinheiro entra em circulação, é através dos empréstimos que montamos negócios pagamos funcionários etc, juros são cobrados, devemos devolver aos bancos mais do que ele pôs em circulação; para cobrir o déficit imprimem mais moeda, assim o poder aquisitivo diminui, isso está evidente na Grécia e se alastra por todo o mundo.
    Supomos que apenas eu tenha o monopólio sobre uma maquina que produza uma coisa qualquer e você toma por empréstimo duas unidades desta coisa qualquer, então exijo de volta uma unidade de juro, assim sendo, três unidades devem retornar, mas como sou o único titular da produção deste item, assim você torna se refém vitalício deste golpe. É isto que o sistema financeiro faz conosco, respaldado pelas leis e o uso legitimo da força caso não cumpramos, seria diferente da escravidão dos primórdios apenas por sua forma sutil de execução que torna se evidente no atual momento em que vivemos.
    Devemos nos negar a pagar as dívidas, elas não existem, são lesivas à humanidade e criadas como mecanismos de controle, somos todos irmãos; abolição da escravatura foi algo formal, não material, o maior engodo já criado para nos manter aprisionados, devemos declarar todos os recursos bens comuns da humanidade, a terra é abundante, a escassez de alimentos não é uma realidade, atualmente produzimos mais do que a humanidade é capaz de consumir, ou melhor, três vezes mais, há terra para todos, concentradas nas mão de poucos, a escassez artificial é criada para valorizar algo baseado em uma economia de mercado e não de necessidade...
    Vamos depor as armas, não precisamos delas, por que ainda brigamos? Fazemos leis que são explícitos atestados de problemas não resolvidos em sua origem e mecanismo de controle quando permite este sistema financeiro, o que é largamente empregado em todo o mundo.
    Socialismo, Comunismo, Capitalismo e todos os outros, são mecanismos que nunca funcionaram e nunca funcionarão pois são mecanismos baseados em um sistema financeiro, este deve ser abolido, assim construiremos um mundo onde não precisaremos varrer nossas casas, pois teremos maquinas que farão isto, não precisaremos sair para rotinas enervantes que atualmente somos obrigados a cumprir para sobreviver, o mundo será mecanizado, informatizado, robotizado, temos toda tecnologia e recurso para isto, basta pensarmos em conjunto com objetivo comum de nos libertar. Clamo neste texto a união de todos, somos fortes e inteligentes, feitos a imagem e semelhança de Deus, fomos concebido para a liberdade e paz, mas somente pelo livre arbítrio nos dado poderemos reivindicar isto, não haverá milagre.
    Estar em um minuto no conforto do seu carro com sua família e o no instante seguinte ver seu filho sendo arrastado preso ao cinto de segurança porque bandidos cobiçaram seu automóvel não por problemas mentais, mas sociais, poderá ser episódio extinto, assim como, ser refém em sua própria casa por aqueles que almejam um resgate.
    Esta realidade é um grande distúrbio social forjado a nossas custas, que apoiamos um sistema competitivo baseado na confiança depositada naqueles que elegemos e que querem usufruir do melhor para si, somente para si e seus comparsas, que os mantém em suas posições de privilégio. Não sei ao certo se é ingenuidade ou falta de dados para se chegar à conclusões dos fatos, estou longe de saber, quanto mais tenho aprendido mais confusa as coisas parecem; mas tenho uma certeza e a manifesto através deste apelo, que desejo um mundo próspero seguro e feliz, não com momentos felizes como é atualmente, mas com plenitude e harmonia entre todos os povos formando uma única nação humana solidária e receptiva aos seus, é isto que desejo para as próximas gerações, é um mundo assim que desejo em que meus filhos vivam, muito diferente deste que cresci e vivo, uma humanidade que compartilha e multiplica o bem para a perpetuação da espécie.