Chegam a 12 o número de partidos políticos no Brasil envolvidos em corrupção, apelidados de “mensalão”. Segundo a ONG Contas Abertas, nos três esquemas – “mensalão da base aliada ou petista”, “mensalão mineiro ou tucano”, e “mensalão de Brasília ou do DEM” – houve, supostamente, arrecadação ilegal de recursos para políticos. O termo mensalão, nomeado pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), em 2005, entrou definitivamente no vocabulário brasileiro – ou da política.
Já tiveram os nomes citados nos inquéritos dos mensalões, por aparente envolvimento de integrantes das siglas, os partidos: PSDB, DEM, PMDB, PPS, PTB, PR, PSB, PTC, PRP, PSC, PT e PP. No primeiro episódio da tríade, o mensalão do Governo Federal, haviam 40 nomes envolvidos e cinco partidos.
Já no mensalão mineiro ou tucano [PSDB] eram apenas duas siglas, ainda que o inquérito da Polícia Federal apontasse evidências de envolvimento de 36 pessoas.
No mais novo episódio da série, o mensalão de Brasília ou do DEM, são ao menos nove partidos aparentemente implicados. A conta de partidos envolvidos seria maior se não houvesse quatro partidos recorrentes em “mensalões”.
O PMDB foi citado nas investigações do mensalão do Governo Federal e agora no mensalão de Brasília. O PP também foi citado em ambos os episódios. O PTB, por sua vez, foi citado no mensalão do Governo Federal e no mensalão mineiro. Já os partidos citados pela primeira vez, no mensalão de Brasília, foram DEM, PSB, PPS, PTC, PRP e PSC. O PT e PR também foram mencionados em investigações uma única vez, apenas no mensalão da base aliada.
