Olá meus leitores queridos e provavelmente individados. Hoje após o advogado Nilton Canto postar no facebook que um Juiz julgou improcedentes os pedidos de um cliente do Unicard Unibanco, que reclamava da cobrança excessiva de juros na dívida do seu cartão de crédito; fiquei na cabeça com a questão de que realmente é difícil (quase impossível) para um cidadão calcular quanto deverá pagar por seus débitos. Desde a faculdade sempre fiz esse cálculo utilizando logaritmos na minha KENKO S.U.P.E.R 82TL, mas hoje, percebi que com qualquer calculadora cientifica como a do windows (basta abrir a calculadora, clicar em exibir, depois em cientifica) é possível saber quanto você deverá ao banco caso venha a ficar inadimplente com o cheque especial ou o cartão de crédito, mesmo sem a utilização de logaritimos, o resultado é bem próximo ao real.
Mãos à obra?
Imagine um banco que faça a cobrança de juros à 10% ao mês no cartão ou especial:
você entrou em 1.000 reais no negativo, mas "esqueceu" a conta parada 24 meses... quanto você deve ao banco?... 3.400?... sim?... não?... 240% de juros?... vamos calcular:
O Banco calcula o cheque especial e o cartão seguindo a fórmula de juros compostos: M=P[(1+i)^n]
i = Taxa de juros mensal em decimais (exemplo 10% = 0,1 e 5% = 0,05)
n = Numero de meses que você não quitou seu débito
M=1.000x(1,1)^24
M=1.000x9.85
sem contar as taxas bancárias normalmente aplicadas
Agora, a maior dúvida, sempre que vou quitar minha dívida, acabo pagando mais do que a conta que acabei de fazer, será que o banco está me cobrando outras taxas bancárias? cobrar taxas de juros por essas outras taxas bancárias é legal?
i = Taxa de juros totais que queremos descobrir
n = Numero de meses que você não quitou seu débito
9.850/1.000=(1+i)^24
9,85=(1-i)^24
se a fórmula eleva a 24 a taxa em um lado, faça a 24ª raiz do valor no outro para remover o parenteses:
24√ 9,85 =1+i
0,1x100=10%
Mas se você não gosta muito de matemática, somente siga essas dicas:
