quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quebrando a leis da física: ação sem reação.

Durante a manifestação de 12 de abril - a quarta em menos de um mês - pude observar que a adesão foi inegavelmente diversificada, estavam ali reunidos pessoas de todas as classes que compõe nossas "castas sociais": estudantes, comerciantes, empresários, políticos, trabalhadores, advogados, engenheiros, religiosos, funcionários públicos, aposentados etc, etc, etc... ao menos 4.000 pessoas estavam presentes. Como a administração - personalizada na figura do Prefeito - continua fingindo que nada esta acontecendo?

Foto: Luciano Zimbrão, sequestrada do http://badarts.blogspot.com

A morosidade não vem de hoje, posso citar o descaso com a verba de R$400.000 para o projeto da Lona Cultural, que foi a primeira verba a chegar no Município e nunca foi realizada, tem também os R$800.000 para a implementação das câmeras de segurança na cidade, cujo dinheiro chegou em 2009 e o processo está parado na licitação a mais de ano sem nenhuma explicação; e isso amigos, são apenas dois exemplos... eu poderia ficar aqui o dia inteiro citando verbas que chegaram e nunca  foram consumadas.


Ao término da manifestação fui acompanhar o final da CPI: logo na entrada, três Policiais Militares me barraram, disseram ter ordens de que só podiam permitir que adentrassem a OAB e os funcionários da Câmara Municipal - ora bolas, a CPI é pública em sua edição ordinária, que acontece em regime de plenária - permitir a entrada de A ou B seria algo como cessão de direito. Não quis discutir com o policial - ele estava cumprindo ordem - e liguei para que um amigo afim de que ele desse uma "autorização oficial" para exercer meu direito de controle social. Lá entrando, já meio puto com o sítio policial pude acompanhar a última meia hora do "interrogatório".

O ex-secretário de obras e serviços públicos, se queixava principalmente da falta de autonomia e suporte para as realizações dos serviços básicos da sua Secretaria, falou do pregão lento e do ex-secretário de governo - o todo poderoso - José Alexandre, cujo palavras pesavam como as do próprio prefeito, segundo Paulo Marchesini.


Paulo não falou muito diferente do José Mariano (também ex-secretário da pasta) que participara da CPI terça feira passada. Aparentemente o problema não são os Secretários, e sim o regime fascista instaurado na prefeitura que parece suprimir todas as responsabilidades dos gestores, centralizando o poder de forma autoritária na batuta de uns poucos caciques.

Confira o vídeo de autoria do documentarista Leo Bittencourt: